Em janeiro, a atividade industrial ganhou força, com expansão de 1,4% sobre igual mês de 2016, interrompendo um ciclo de 34 meses de queda. Vale notar que parte desses resultados se deve à fraqueza da base de comparação do ano passado e ao fato de que, em 2017, houve dois dias úteis adicionais.
De todo modo, no acumulado em doze meses houve arrefecimento na queda do volume produzido pela indústria (-5,4%) em relação a dezembro, na mesma base de comparação (-6,6%).
Na comparação com janeiro do ano passado, como se pode visualizar na tabela abaixo, todas as categorias mostraram alta: bens de capital (3,3%), bens intermediários (0,8%) e bens de consumo (2,3%).
Em síntese, apesar da base de comparação mais fraca e do maior número de dias úteis, os resultados da indústria em janeiro seguem sinalizando arrefecimento da longa e intensa contração vivida pelo setor.
A perspectiva de recuperação ao longo do ano estará fortemente atrelada às exportações, que dependem crucialmente da evolução do câmbio, da continuidade do aumento da confiança dos empresários e de quedas mais intensas na taxa de juros, capazes de estimular o mercado interno a partir do segundo semestre.