Reação do varejo brasileiro em agosto não altera ritmo lento das vendas | ACIRP


22/10/2018

Reação do varejo brasileiro em agosto não altera ritmo lento das vendas

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, comenta os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, o crescimento de 4,1% do varejo restrito nacional em agosto, frente a igual período de 2017, “foi uma reação surpreendente, mas não altera significativamente o ritmo lento de evolução que o setor tem apresentado desde o começo de 2018”.

O presidente da ACSP frisa que o comércio está muito volátil neste ano em função de fatores circunstanciais como a paralisação dos caminhoneiros; o frio tardio, antecipando liquidações de inverno; o impacto da base forte de comparação gerada em agosto de 2017 pelos saques do FGTS. “São vários altos e baixos. Contudo, são fatores que se anulam e fazem, na média, o varejo crescer em ritmo moderado”, diz Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Sobre os destaques positivos de artigos farmacêuticos (7,4%) e hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo (5,5%), ele ressalta que tendem a resistir a contratempos, por reunirem produtos de primeira necessidade. “Também foram impulsionados pelo frio tardio em agosto, o que aumenta a venda de remédios para gripe e resfriado e demanda mais alimentos e bebidas para consumo em casa”.

Por fim, o presidente da ACSP avalia que o ramo de veículos e motos, partes e peças (15,9%) foi beneficiado por condições favoráveis de crédito (mais barato e com mais garantia). “Mas é uma recuperação do terreno perdido desde 2012. Agora volta a subir, mas ainda está 30,8% abaixo do patamar recorde”.
 

FONTE: ACSP/FACESP