Levantamento mostra que carga tributária de presente para o namorado vai de 15% a 69% | ACIRP


12/06/2018

Levantamento mostra que carga tributária de presente para o namorado vai de 15% a 69%

Para este Dia dos Namorados, comprar um livro para a cara-metade pode ser uma boa opção por diversas razões. Uma delas é incentivar o parceiro a ler mais ― segundo a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil/Ibope, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Outro motivo é que o produto detém uma carga tributária de 15,52%, menor em relação a muitos outros presentes.

A informação está em levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que implantou em 2005 o painel do Impostômetro, no centro de SP, para mostrar à população o montante que ela paga em tributos (impostos, taxas e contribuições).

Maquiagem importada (69,53%) e nacional (51,41%) e joia (50,44) figuram entres os presentes mais tributados do levantamento, além do tradicional champanhe (59,49%) para brindar. Para os que são “do tipo que ainda manda flores”, o item é o segundo menos tributado (17,71%). Outros produtos da lista são malha, camisa e jaqueta (34,67%), bota (36,17%), calça jeans (38,53%), tênis (44%) e óculos de sol (44,18). Apostar em uma viagem romântica significa pagar 36,28% em tributos, sendo que só a hospedagem em hotel tem carga de 29,56%.   

“O levantamento mostra que há opções que pesam menos no bolso”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Para ele, “o consumidor que aproveitará a data comemorativa é bem diversificado, composto não só pelos namorados, mas também por pessoas casadas e até mesmo pelos solteiros que aproveitam este período de boas promoções”.

Namorados apreciadores da boa gastronomia pagarão 32,31% de tributos num jantar em restaurante. Se pedirem vinho nacional ou importado vão desembolsar 54,73% e 69,73% de impostos, respectivamente. “Produto importado tem carga tributária maior porque, além das taxas aplicadas em itens nacionais, incidem sobre ele as taxas de importação, que são pesadas”, explica Burti.

Segundo ele, apesar do abalo na confiança do consumidor nas últimas semanas devido à paralisação dos caminhoneiros e ao desabastecimento de combustível e outros produtos, a expectativa é de que nos próximos dias as compras por impulso e de última hora podem se intensificar.  

O levantamento foi encomendado pela ACSP para o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). 
 


FONTE: ACSP