Insegurança do brasileiro no emprego cai pelo quarto mês seguido, aponta Índice de Confiança da ACSP | ACIRP


14/03/2018

Insegurança do brasileiro no emprego cai pelo quarto mês seguido, aponta Índice de Confiança da ACSP

Em fevereiro, a insegurança do brasileiro no emprego caiu pelo quarto mês seguido, segundo o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os inseguros somaram 55% dos entrevistados para a pesquisa. Em novembro, dezembro e janeiro, as parcelas de inseguros eram de 65%, 62% e 58%, respectivamente. Trata-se também do menor pessimismo no emprego desde fevereiro de 2017.

“O resultado sinaliza uma gradual recuperação da confiança do consumidor, resultante da melhora do cenário macroeconômico. O brasileiro já começa a captar as quedas da inflação, dos juros e da taxa de desemprego”, declara Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Mesmo com a melhora, ainda são poucos os entrevistados que afirmaram estar seguros em seus trabalhos ― somente 17% em fevereiro (mesmo resultado do mês anterior). “Apesar de estar em queda, o nível de desemprego no Brasil ainda é muito elevado. O cidadão ficou descrente após dois anos de forte crise econômica. Contudo, conforme o setor de serviços comece a se recuperar ― sendo ele o maior empregador da nossa economia ―, a segurança vai se sobrepor à insegurança e o Índice Nacional de Confiança vai seguir para o campo positivo”, diz Burti.  

O índice varia entre zero e 200 pontos, sendo o intervalo de zero a 100 o campo do pessimismo e o de 100 a 200 o do otimismo. A margem de erro é de três pontos. No País como um todo, o INC de fevereiro foi de 77 pontos, mesmo valor de janeiro. O levantamento foi realizado pelo Instituto Ipsos de 1º a 16 de fevereiro em todas as regiões brasileiras.     

Outro dado interessante que o INC traz, no âmbito do mercado de trabalho, é o seguinte: em fevereiro de 2018, os brasileiros conheciam em média 5,13 pessoas que perderam o emprego, contra uma média de 5,87 há um ano.


Investimento no futuro

O INC de fevereiro detectou melhora na percepção do brasileiro no quesito investimento no futuro. Ao responder à pergunta Comparando com 6 meses atrás, hoje o(a) sr.(a) se sente mais confiante ou menos confiante na sua capacidade de investir no futuro, incluindo sua capacidade de economizar para quando se aposentar ou para pagar a educação de seus filhos, 57% disseram estar menos confiantes, contra 61% em janeiro e 64% em dezembro. Já a parcela de confiantes quanto a investir no futuro está estável em 17%.

Classes e regiões

Em fevereiro, o INC registrou ligeiras alterações na confiança das classes econômicas em relação a janeiro. Na classe AB, o índice caiu de 70 para 69 pontos, mesma variação vista na DE (de 78 para 77). Na classe C, que segue como a menos pessimista, o indicador passou de 78 pontos em janeiro para 79 em fevereiro.

Em relação às regiões, a maior variação do INC foi no Norte/Centro-Oeste, onde a confiança subiu nove pontos (de 65 para 74), puxada pelas chuvas, que favorecem a agricultura. A confiança do Sudeste caiu cinco pontos (de 83 para 78); uma das hipóteses para essa queda é o temor causado pela febre amarela nos estados da região. No Nordeste, o INC passou de 73 para 74 pontos, enquanto no Sul foi de 80 para 82.

A pesquisa

Encomendado pela ACSP ao Instituto Ipsos desde 2005, o INC é elaborado a partir de 1.200 entrevistas pessoais e domiciliares em 72 municípios de todas as regiões do País, com base em amostra probabilística e representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção do estado da economia para a população em geral, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado. 

 

RESUMO
SITUAÇÃO, EMPREGO E CONSUMO

% DOS ENTREVISTADOS

fev/18

jan/18

fev/17

fev/16

SIT. FINANC. ATUAL BOA

21

20

20

24

SIT. FINANC. ATUAL RUIM

58

59

54

53

SIT. FIN. FUTURA MELHOR

35

36

35

31

SIT.FIN. FUTURA PIOR

24

25

21

34

SEGUROS NO EMPREGO

17

17

19

13

INSEGUROS NO EMPREGO

55

58

51

54

À VONTADE COMPR. ELETRO.

13

15

16

17

MENOS À VONT. COMP. ELET.

66

65

60

61

À VONTADE C/CARRO CASA

8

10

11

10

MENOS À VONT.CARRO/CASA

72

71

65

67

Fonte: ACSP/IPSOS

       


Veja a pesquisa na íntegra: Índice Nacional de Confiança