Faturamento do setor de franquias cresce 8% | ACIRP


05/01/2018

Faturamento do setor de franquias cresce 8%

Mesmo em ano de recessão econômica, o faturamento das redes de franquia brasileiras cresceu 8% em 2017. O salto foi de R$ 151,2 bilhões para R$ 163 bilhões. Os dados são do balanço preliminar da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

De acordo com Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF, a queda da inflação e da taxa básica de juros e o aumento da confiança contribuíram para o crescimento do franchising em 2017. Em dezembro, a entidade projetava expectativa de crescimento de 9%.

Fora do cenário econômico, o crescimento foi atribuído à diversificação de canais e modelos, que permitiu as marcas mantivessem seus planos de expansão, abertura de novas unidades fora das grandes capitais e crescimento de franqueados multiunidade.

Pela primeira vez a ABF realizou um estudo para entender o impacto das inovações no desempenho das franquias brasileiras.

Segundo a 1º Pesquisa de Inovação nas franquias brasileiras, realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral e Confederação Nacional de Serviços (CNS), 91,8% das empresas franqueadoras introduziram algum novo produto ou serviço entre 2014 e 2016. E 76,1% introduziram mudanças significativas na estratégia de marketing.

Esses investimentos trouxeram resultados palpáveis: 43,1% dos entrevistados concordam plenamente que as inovações aumentaram a rentabilidade da empresa e 50,7% acreditam que elas ajudaram a ampliar a participação da empresa no mercado.

“Quem não fez a lição de casa sofreu muito”, afirma Junior, referindo-se às empresas que não investiram em inovações nos anos de recessão.

Dados preliminares da ABF indicam que houve queda de 6% no número de redes de franquias no Brasil em 2017.

AS MAIORES

De acordo com Junior, a  expansão das redes não atingiu o esperado.  Em 2017, foi registrado um aumento de 2% em relação o ano anterior. No começo do ano passado a projeção era de 4% a 5% .

Entre as 50 maiores marcas de franquias no Brasil por unidades, os primeiros três lugares não apresentaram mudanças em relação a 2016: O Boticário se mantem na liderança com 3.762 unidades, seguida por AM PM Mini Market com 2.415 e Cacau Show, 2.018.

A novidade está no crescimento de empresas localizadas em postos de combustíveis ou ligadas a serviços automotivos.

Esse aumento, segundo Junior, está relacionado ao comportamento do consumidor. Nos anos de crise, os brasileiros adiaram a compras de carros novos e investiram na manutenção dos veículos usados.

As redes Jet oil e Lubrax, ambas de serviços automobilísticos, cresceram duas posição em relação ao levantamento feito no ano anterior.  

Outro setor que cresceu no ranking é de Saúde, Beleza e Bem-Estar, impulsionado pelas redes de clínicas de estética e farmácias.

2018

As expectativas da ABF para este ano são otimistas.  “Há uma melhora na percepção do ambiente”, disse Junior.  A projeção é ampliar o faturamento do setor entre 9% e 10%. O número de unidades deve ter um crescimento de 3%.

O presidente da ABF acredita que o aumento da confiança dos empreendedores irá ajudar a consolidar novos negócios, mas não descarta que o cenário político incerto em um ano de eleições pode abalar o setor. 

FONTE: Diário do Comércio / Conteúdo Estadão